Pra muita gente, escrever é obrigação, trabalho, ou talvez hobby.
Pra mim, não. Sempre escrevi por necessidade. Escrevo porque a maior parte do tempo minha cabeça está a mil.
E quando me sento diante de uma tela em branco ou uma folha vazia, minha mente se cala.
O tempo passa mais devagar e o mundo faz silêncio.
É como tomo o controle. Como ordeno meus pensamentos. É como nomeio meus sentimentos.
Me conheço melhor por escrever e escrevo melhor por me conhecer - pelo menos, nesses momentos.
A escrita é mais que uma paixão, até porque não amo escrever o tempo todo, mas o faço o tempo todo.
A escrita, pra mim, é um refúgio. Sempre foi. Através dela, quebro as barreiras do orgulho ou da autopiedade.
Desde criança, carregava meus cadernos, de amor ou ódio, com desabafos escritos e rascunhos do que viriam a ser meus primeiros textos.
Escrever define, mas não me limita. Escrever registra, mas não me muda. Escrever desafronta, mas não apaga.
Talvez, por isso, eu fique tão inquieta quando não consigo escrever. É como se não soubesse onde me procurar, onde me encontrar.
É como se tudo o que sei fazer , não fosse o bastante para me salvar. É como se não soubesse o porquê de precisar da salvação.
Quando as palavras fogem e a caneta para, o grito é sufocado. A vontade é reprimida...
E os sonhos, não existem mais.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
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