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sexta-feira, 15 de abril de 2011

24 horas... (o)

No cérebro, um formigamento externo às estrelinhas do dia destinado ao pensar desenfreado. Chega num cansaço de corpo. Chega num cansaço de alma. É como ser dono de uma balança, e ter a função diária de não deixá-la pender nem para um lado, nem para outro, a fim de resguardar os instantes de sanidade.

Fuligens de ideias inconcatenadas que se misturaram com o que penso ser eu. Tenho caminhado tanto. Os ombros estão arqueados verticalmente, momentaneamente sem batimentos. Os dias correm depressa, e em todos os finais de semana, minhas têmporas doem mais, doem absurdamente mais. Todas as vinte e quatro horas de todos os dias da semana deixam se pesar no final dos ciclos. E a mente parece trabalhar mais que operário nas idéias de Chaplin.

Os sentimentos apertam os sentidos ou é vice e versa. Todos os sentidos do homem escondem-se nos olhos. Os olhos parecem minas com ponteiros de tempo. Os olhos fingem. Os olhos seguram a ponta da alma. E um homem ainda não ganhou a dádiva de ler os olhos de outro homem. Aí está a beleza de tudo. Olhar e não compreender. Teimar e não aceitar. Insistir e falhar. Meus olhos estão um tanto cansados do que vêm. Ou quem sabe é só a ressaca semanal que resolveu desembocar nesse peito de poesia diária.

Só são vinte e quatro, mas parece uma vida toda.

Quem não conhece a simplicidade, desconhece o sabor da magia...


Dias atrás, uma pessoa querida me disse que tinha guardado uma Escova Dental Colgate Zig Zag Anti-Bacteriana Macia pra mim e fiquei super feliz, afinal, não é uma escova qualquer rs’, é uma antibacteriana dificílima de encontrar (forcei), Mais coincidiu de eu  não encontrar em um certo dia...

Tá, tem razão, não deixa de ser só uma escova de dente, mas porque fiquei tão feliz?
Fiquei feliz porque quando gosto de alguém de forma especial, qualquer atitude dela, por mais simples que seja, empolga-me! Não preciso de grandes presentes e grandes declarações pra sentir que sou importante. Até um bilhete romântico num guardanapo sujo de mostarda me satisfaz. rs’
Na verdade, sou conquistada com pequenas coisas, aquelas que a pessoa faz sem perceber e com simplicidade.  Lembro-me de um namorado que tive/tenho. Que nunca vinha/vem ao meu encontro sem trazer algo, por mais simples q fosse/seja (bilhete rabiscado durante a aula de matemática, Florzinha feita de canudinho na lanchonete da Skina, colagem de fotos em papel nada a ver, bilhetinho do primeiro filme ao qual assistimos juntos ou simplesmente uma conchinha encontrada na praia, onde ele não resistia em colocar nosso nome) . Nossa, aquilo me deixava radiante e marcou de um jeito que vou levar comigo pro resto da vida ou um bom tanto dela, já que minha memória não é lá essas coisas.

A vida é feita de coisas simples... 

O verdadeiro elogio não é aquele que você recebe num dia de festa, toda produzida e maquiada. É aquele que recebe vestida de shortinho, camisetinha básica e pés descalços, cabelos espetados e unhas por fazer. Ou, aquele que recebe em meio a uma crise de choro, com os olhos vermelhos e inchados. Nesses momentos ser surpreendida com um "nossa, como você é linda" é encantador.
Papai costuma dizer que se não damos valor ao "pouco", também não daremos ao "muito". Concordo com ele.  Se alguém não consegue perceber e valorizar simples atitudes, porém carinhosas, é porque provavelmente ele só enxerga atitudes e não a pessoa e os sentimentos que estão por trás delas. Tipoo...Não importa te trazerem a lua, 
importante é que a traga saka?.


É dessa forma que seleciona as pessoas a sua volta, sempre movidas ao interesse de quem pode oferecer mais.



Que jeito mesquinho e vazio de ser, não é verdade?





Quanto a lua eu vejo que  


o importante é ter alguém pra te mostrar sempre o quanto ela é linda... (suspiros) rs'

(essa é a hora que eu tenho que parar de escrever esse texto, pois tá ficando chato) rs' 


Entaum...  

Isso tudo foi só pra dizer que sinto-me muito mais humana ao ficar feliz porque ganhei uma escova de dente nova (ufa), e que foi a mesma coisa que me dizer: Naay, comprei um colar de diamantes e guardei pra te entregar no dia que nos vermos.

Só os loucos sabem (8)... Jah dizia Charlie Brown Jr.

Um, dois, três... GravandOo°

Ultimamente tenho pensado muito na vida. A falta de coisas concretas pra fazer acaba deixando tempo livre pra pensar, nem sempre isso é bom, mas tenho tentado aproveitar de forma positiva.

Sou uma roteirista/diretora da minha própria vida, onde nela estão presentes protagonistas, muitos protagonistas, coadjuvantes, participações especiais e figurantes.

Às vezes acredito estar na direção de um filme que nunca consigo terminar, revejo todo o roteiro, começo outra vez e novamente não há final. Isso me leva a constatar que de fato tenho sérios problemas com finais, sendo felizes ou não, são finais, não gosto de nada que termine...

Não gosto da sensação de estar num Stand Up, onde as pessoas esperam que eu as divirta ou as cure, de alguma forma, de suas tristezas, quando eu já tenho as minhas que disfarço com risos e brincadeiras tolas. Confesso que me coloco em situações que dariam histórias pra algumas horas de Stand Up. Conviver comigo pode ser uma coisa engraçada se você tiver senso de humor e paciência.

A sensação de que estou num teatro também não é boa. Saber que tem pessoas assistindo o que estou fazendo e não saber se aplaudirão no final é aterrorizante.

Mas minha vida poderia se enquadrar muito bem numa novela. Tudo parece tão clichê. Igual a tudo que já vivi, apenas ocorre uma mudança de cenários e atores. Os atores que troco tem as mesmas características mudam na aparência e exijo uma qualidade a mais do antigo ocupante do papel. Os atores que permanecem ficam pra testemunhar que nada mudou. Porém, não abro mão deles, esses sim fazem tudo valer a pena.

Como eu gostaria de regravar cenas que sempre assisto na memória. Infelizmente isso não é possível. A parte maravilhosa é que meus atores estão aqui pra fazermos novas cenas, melhores que as anteriores, porque apesar de clichê, tornamo-nos melhores naquilo que fazemos repetidas vezes.

É isso. Estou aprimorando a minha forma de direção e criação de roteiro. Não importa que precise de repetição, na hora certa escreverei a história perfeita e não quero pensar em final.

Tente... Pelo menos tente

Costumo dizer que se você tem dúvida do quanto uma pessoa é importante, basta imaginar como seria se ela morresse. Se caso não consiga nem imaginar, de fato, ela é importante.

As pessoas importantes presentes em nossas vidas merecem todo nosso zelo, elas não estão presentes por acaso. Estão, porque são fundamentais, tem a responsabilidade de fazer nossos dias melhores, de trazer maior significado as nossas vidas e tornar nossa felicidade possível.

Ninguém é plenamente feliz por si só. Se alguém que conhece afirma que é, pode saber que ele é o mais amargo dos seres.

Prezo muito pelas pessoas que amo, a ponto de sentir suas dores, suas alegrias e seus feitos como se fossem meus. Vivo como se amanhã não fosse mais estar com elas. Não passo vontade de dizer, fazer e sentir, talvez essa seja a última oportunidade que tenha para isso.

A vida é tão frágil e bela para perdermos tempos com coisas incertas, infelizes e sem significado. Temos somente o agora como certo, tire dele o melhor proveito possível. Não durma com vontade de dizer a alguém que o ama, ou que o perdoa, ou que deseja perdão.

Se ainda acha que isso não é importante, pense em todas as pessoas que ama, em seguida, o que elas lembrariam ao seu respeito caso morresse amanhã. Qual é a última lembrança que está deixando a cada uma? Por mais difícil que seja, não deixe que nenhuma seja ruim, se tiver, não espere um só segundo para contorná-las.

 Pensar dessa forma não é aterrorizante, nem pessimista. É, na minha concepção, a melhor maneira de sentir-se sempre leve. Tente! Ninguém vive pra sempre e saber da hora da morte é um privilégio de poucos.

Indizível

A minha ousadia literária desafia as limitações do indizível, porque tenho aqui no peito um amor maior que o mundo e que precisa ser estampado na face dos meus dedos velozes no ato de escrever.

Configurei-me para recebê-lo. E confesso ter pensado estar preparada para amar. Obviamente se pensa, quando se abre as portas do teu coração, estampa um sorriso na boca e perfuma a alma para receber um ser que não pertence a tua carne, mas que se pretende levar consigo para o resto de sua existência. 

Confesso agora talvez lúcida que não há preparação alguma para o amor. Ele vem quando a alma descansa, quando o sorriso se guarda; ele vem, quando os teus olhos parecem não mais enxergar; ele chega, quando os teus cabelos estão despenteados e seus pés usam meias na tentativa de fazer calor numa gripe existencial.

Quando soube que estava te amando, percebi-me tão crua e nua da vida, que precisei enriquecer minha alma, meu corpo, meus dias, minha fé. Todavia, já estava contigo, talvez não em matéria física, mas com certeza numa esfera pensamental muito mais avançada. O que me levou hoje mesmo à conclusão de que isso também não me garantia uma "preparação" para viver o que antes só era ensaio.

Nesses quase nove anos :O, desvencilhei-me das preparações e montagens. O que tenho com você hoje é uma eternidade que não pode ser gasta com coisas fúteis. É a eternidade mais doce que meus lábios e olhos e coração já saborearam. Se eu me desse o desprazer de pensar em enfeitar minha alma para o seu coração, já estaria perdendo a fase mais intrigante e gostosa, que é ser humana e deixar-me ser assim aos teus olhos.

Aprendi, sobretudo, que o amor ainda vai muito além do que penso saber. E só descobri tudo isso, por meio da imensidão dos seus olhos que me dizem incessantemente que ainda há mais para sorrir junto contigo.  

Considero-me uma estagiária desmistificando suas teses em campo de amar, com a identificação estampada no peito da única certeza que tem na alma: "Eu te amo"...

O meu amor é prosa em verso.

O meu amor tem a doçura na ponta dos dedos. Tem os fios do cabelo bem alinhados. Tem o sono de contos de fadas. Tem na face o sorriso mais pacífico de todos os oceanos. Tem a arte na ponta das idéias. O meu amor carrega nos bolsos algumas letras da Duncan. Não dispensa o bom all star até mesmo quando é só pra me agradar. O meu amor é ultra-romântico e à moda antiga. Gosta de se atrasar sempre; parece charme para aguçar meus instintos. O meu amor dorme feito anjo. Deveras anjo ser na realidade. Tem gosto de café nos lábios drante as tardes. Come livros desesperadamente quando a insônia chega. Tem na ponta dos dentes alguma explicação científica quando o assunto é corpo humano. O meu amor é representação divina da felicidade. É a eternidade em que quero habitar. Tem nos olhos a minha direção. Tem no coração o mapa do meu desejo. O meu amor tem o desajeitamento nos gestos. Tem uma caixinha de relógios. Gosta de cumplicidade. Ama com intimidade. Cheira A-mar. É humano e divertido. Gosta de abrir a geladeira no meio da noite e beber água gelada. Ouve músicas antigas. Ama molho italiano. Demora no banho. Demora. O meu amor é dessas coisas que se guarda pra sempre. É dessas coisas que se ama desesperadamente. É desses homens simplesmente perfeitos sabe? Que rouba sorrisos durante uns trezentos e sessenta e cinco dias de todos os anos.

Para ele: Dudu Fontes

Redijo, logo penso Oo°

Tenho a mania de falar o que não devo, na verdade não é mania de falar, é mania de escrever o que não devo. Se eu ganhar um lança-chamas e uma caneta, é provável que eu faça mais estragos com a caneta, apesar de já ter planejado tantas diversões com o lança-chamas.

Não quero criticar mais ninguém, quero é elogiar a OI, afinal a empresa conhece a fundo os seus clientes, somente com uma poderosa pesquisa a OI saberia como me vender planos, basta eu estar dormindo. Ela já começou a usar a estratégia. Às 23 horas em uma noite de quinta chuvosa, recebo a mensagem: "Deseja sincronizar sua agenda?" Mas é claro que sim! Quando estou dormindo desejo qualquer coisa. Desejei e gastei todos meus créditos.
Admito que não usei de inteligência no momento, e admiro a esperteza da operadora. Um dia quem sabe eu possa visitar a empresa para elogiar pessoalmente, até lá espero já ter comprado meu lança-chamas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mente aberta ou falta de personalidade??

É engraçado observar o quanto as pessoas usam a mesma desculpa para justificarem seus atos... Só tenho uma palavra para descrever esse tipinho de gente: ridículos.


Nada contra quem faz o que quer, mesmo que transgrida regras, se for feito com convicção e com total consciência das conseqüências...
Ridículos e falo isso porque ultimamente, não sei se por estar convivendo com pessoas de uma camada diferente da minha tenho percebido o quanto as pessoas não tem autenticidade, o quanto são maleáveis, sem princípios e valores sólidos que as norteiem... Vejo as pessoas cada vez mais preocupadas com coisas pequenas, em fazer charme, em se encaixar nos padrões, em ser os mente abertas, que topam de tudo, que já experimentaram de tudo, só para depois se dizerem os experientes...

Ridículos, e falo isso porque são jovens sem identidade nenhuma, que nunca resolveram um problema sozinhos, que se queixam da fila do caixa do Mcdonalds, que acham que jamais se recuperarão porque o namoradinho (a) o traiu, que fica deprimido se alguém não o V como a pessoa mais linda do mundo, que chora ao ouvir falarem mal do seu super Star Predileto #Oremos, ou até mesmo por achar o fim da picada ter que pegar ônibus para sair de casa enquanto o carro está na oficina e o papai não pode levá-lo, já sofreram demais nessa vida né?

Ridículos e continuo falando dessa tal camada que fornecerá os "grandes intelectuais", os governantes, os médicos, os professores desse país e não passam de pessoas vazias, sem bandeira para defender além da sua própria, que acham um horror os tiroteios nas favelas, só para se dizerem engajados socialmente e pousar de jovem questionador e preocupado com os problemas sociais, e fuma maconha em toda festinha dos amiguinhos, patrocinando o tráfico. Sim, seu ridículo você tem a mão naquele gatilho nas favelas, você tem sangue de muita gente na sua mão e não está nem aí com isso, pois o bom filho da classe média nunca ouviu um não e, portanto jamais abriria mão de sua "lombra" por meia dúzia de favelados, já tem tanta gente no mundo mesmo não é mesmo?

Ridículos e não me canso de repetir, porque querem falar da realidade brasileira sem nunca ter andado descalço, sem nunca ter visto uma estrada de terra, sem nunca ter visto gente sem dente, sem nunca ter visto...ter visto... porque acha que viu um documentário na televisão, ou assistiu a uma palestra na escola ou porque teve aquela aula com aquele seu professor de história que se gaba de ter vivido na época da ditadura e usa camisa do Che Guevara. Sim, só por isso você é a pessoa mais recomendada para falar da realidade da cidade, do estado, do país né? Não, vocês não sabem o que é Brasil...O que é vida... Você é daqueles que acham que o grande problema do país é o trânsito que não anda, fazendo com que você chegue atrasada ao shopping... Oooh não, o Cabelo de fulano esta melhor que o meu, (mãos na cabeça) não, isso não é um assalto, é só alguém dando pitii por mais alguma futilidade =D.

Ridículos e vou gritar se possível, porque até ontem você achava um horror quem usava drogas e até fazia o discursinho sobre sangue nas mãos usado de forma providencial nesse texto, mas porque você descobriu que o barato dos seus amigos agora era usar, você usa também... Ah eu sou mente aberta, não me importo com o que vão pensar, eu não ligo para isso, devia ser legalizada, não entendo como tem gente que não usa, vou fumar um ali rapidinho... Cadê sua personalidade amigo?? Ah esqueci, você é mente aberta, ahan OK.

Ridículos, e não dá pra suportar ver o quanto passam o tempo no espelho se mirando de todos os lados, preocupados se o cabelo bagunçou com o vento, o quanto gastam dinheiro em embelezamento e depois se dizem desapegados, pagam de simples, sinceramente é mais que ridículo, isso é nefasto...

Ridículos e dá até pena quando se gabam de seus presentinhos, de seu intercâmbio nos States, de como sacanearam com alguém e foi super engraçado, do quanto está triste e desolado porque seus pais não foram presentes na infância e por isso hoje você tem traumas... Do quanto são cheios de motivos para serem revoltados.

Ridículos, como não??? Se até ontem você vivia reclamando do cheiro de cigarro no seu cabelo e dos malditos fumantes, mas hoje como você viajou e seus pais não estão lhe vendo, você sai pela rua fumando aquela carteira de Hollywood, ou ainda naquela festinha na casa dos amigos novamente...para parecer charmoso(a), despojado(a), independente, interessante. Não, você não é nada disso...

Muitos dos atos desses ridículos têm conseqüências graves para a sociedade, mas é lógico que eles não sabem disso e nem querem saber... Estão curtindo a lombra do último cigarro de maconha, ou da pedra de crack que eles conseguiram com aqueles seus amigos super badalados daquela sua faculdade/escola super badalada...

Ai, ai, ai, os bonequinhos da mamãe, as princesinhas do papai, aos olhos da sociedade os bons moços, o futuro... São RIDÍCULOS, RIDÍCULOS e RIDÍCULOS. Não espere nada deles...

*-*

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Nayara Santos
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