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sexta-feira, 15 de abril de 2011

24 horas... (o)

No cérebro, um formigamento externo às estrelinhas do dia destinado ao pensar desenfreado. Chega num cansaço de corpo. Chega num cansaço de alma. É como ser dono de uma balança, e ter a função diária de não deixá-la pender nem para um lado, nem para outro, a fim de resguardar os instantes de sanidade.

Fuligens de ideias inconcatenadas que se misturaram com o que penso ser eu. Tenho caminhado tanto. Os ombros estão arqueados verticalmente, momentaneamente sem batimentos. Os dias correm depressa, e em todos os finais de semana, minhas têmporas doem mais, doem absurdamente mais. Todas as vinte e quatro horas de todos os dias da semana deixam se pesar no final dos ciclos. E a mente parece trabalhar mais que operário nas idéias de Chaplin.

Os sentimentos apertam os sentidos ou é vice e versa. Todos os sentidos do homem escondem-se nos olhos. Os olhos parecem minas com ponteiros de tempo. Os olhos fingem. Os olhos seguram a ponta da alma. E um homem ainda não ganhou a dádiva de ler os olhos de outro homem. Aí está a beleza de tudo. Olhar e não compreender. Teimar e não aceitar. Insistir e falhar. Meus olhos estão um tanto cansados do que vêm. Ou quem sabe é só a ressaca semanal que resolveu desembocar nesse peito de poesia diária.

Só são vinte e quatro, mas parece uma vida toda.

1 comentários:

Unknown disse...

Entre o fascínio e o pensamento.

Aí está o cerne da arte.

*-*

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