Compartilho um texto bem simples, mas que traz
informações sobre uma ação muito complexa... O julgamento!
Uma das coisas mais difíceis para qualquer ser
humano é o não julgar. O que chamamos de primeira impressão é em si um
julgamento e afirma-se mesmo que é o que conta, o que fica, o que importa.
É difícil colocar-se em lugar neutro diante de um
primeiro encontro, um primeiro olhar, uma primeira conversa. Julgar faz parte
da nossa natureza e se uma pessoa não causa impressão nenhuma à outra deve
haver algo muito errado.
O que não podemos fazer é continuar nessa
impressão, sobretudo se for negativa, sem dar ao outro a oportunidade de
fazer-se conhecer ou a uma situação a oportunidade de ser esclarecida.
Se julgar pode parecer natural, fechar-se nesse
julgamento pode nos impedir de ver o outro com a luz clara do dia, de outra
maneira, com outros olhos.
Nesse meu aprendizado da vida, já me enganei muitas
vezes e sei que já se enganaram comigo. As pessoas nem sempre são o que parecem
e muitas vezes parecem o que não são.
Frequentemente, por detrás de uma capa de
indiferença, existe um coração sofrido e endurecido pela vida e que só pede um
pouquinho mais de atenção. Escondido atrás de alguém que fala demais pode
existir um ser que sente-se infinitamente só.
Se não cavamos a terra e não procuramos, não
achamos ouro e os diamantes precisam de muito mais trabalho para serem
encontrados.
A simpatia cria laços imediatos e a antipatia
direta corta toda possibilidade de encontro real com o outro.
Dizem que quando isso acontece há sempre uma
ligação daquela situação a alguma outra coisa, ou seja, se julgamos
imediatamente uma pessoa antipática é porque algo nela nos faz lembrar
outra pessoa ou outra situação.
Transferimos nossos sentimentos e impressões
segundo aquilo que vivemos e não levamos em conta que duas pessoas não são
iguais. Deixamos de ver o indivíduo como exemplar único da criação Divina e
cometemos um grave erro.
Por que não damos oportunidades, perdemos,
invariavelmente, oportunidades.
Nossos corações são cegos e por isso nos fechamos
tanto.
Muitas e preciosas são as pessoas que passam por
nós. Algumas, entretanto, precisam de um olhar um pouco mais longo e cheio de
atenção.
Se quero que todos vejam a dor ou o
amor dentro de mim para que eu possa me justificar, devo agir de maneira
igual para com todos. Devo ver além da pele, da situação, da aparência
enganosa. Devo me esquecer das etiquetas que colamos sem perceber, devo abrir
mais vezes os olhos do meu coração.


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